DIA 7

QUANDO A INTIMIDADE COMEÇA A MORRER

“A intimidade raramente termina por uma grande crise. Ela costuma morrer por pequenos abandonos diários.”

TEXTOS BÍBLICOS

Apocalipse 2:4-5

“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras.”

Cânticos 2:15

Hebreus 2:1

João 15:4-5

MEDITAÇÃO

Poucos casais conseguem dizer exatamente quando perderam a intimidade.

Porque isso quase nunca acontece de uma vez.

Ninguém acorda em uma segunda-feira e decide deixar de amar.

Ninguém planeja tornar o casamento frio. Ninguém faz um voto dizendo:

“Daqui para frente viveremos apenas como colegas.” A intimidade não desaparece em um instante.

Ela vai sendo esquecida. Primeiro deixamos de conversar. Depois deixamos de perguntar.

Mais tarde deixamos de tocar. As orações juntos diminuem. As risadas ficam raras.

Os elogios desaparecem.

O tempo a dois é substituído por compromissos.

Até que um dia percebemos que continuamos casados… Mas já não caminhamos de mãos dadas.

É exatamente por isso que Jesus escreve à igreja de Éfeso uma das mensagens mais profundas das Escrituras.

Ele não diz:

“Vocês deixaram de trabalhar.” Nem:

“Vocês abandonaram a fé.” Pelo contrário.

A igreja continuava ativa. Servia.

Perseverava. Trabalhava.

Mas havia perdido algo invisível.

O primeiro amor.

Perceba que Jesus não disse que o amor havia sido roubado. Ele disse que foi abandonado.

Existe uma enorme diferença.

O que é roubado acontece sem nossa permissão. O que é abandonado acontece por negligência.

Talvez essa seja uma das maiores lições para o casamento.

A intimidade dificilmente é destruída primeiro pelas grandes crises.

Ela costuma ser enfraquecida pelas pequenas negligências. Pelos abraços adiados.

Pelas conversas interrompidas. Pelos “depois nós falamos.”

Pelas noites em que cada um escolheu seu próprio mundo.

Pelas prioridades invertidas.

Pelos pequenos gestos que pareciam insignificantes. Cânticos faz um alerta extraordinário:

“Apanhai-nos as raposas, as raposinhas que fazem mal às vinhas.”

As raposas adultas chamariam atenção. As pequenas quase não seriam percebidas.

Mas eram justamente elas que destruíam a plantação. É assim que muitos casamentos adoecem.

Não por causa dos grandes problemas. Mas por causa das pequenas raposas.

A falta de tempo.

O excesso de celular. O cansaço.

A rotina.

A indiferença.

A ausência de carinho.

O orgulho que impede um pedido de perdão. A agenda sempre cheia.

As conversas sempre corridas.

Nada disso parece grave quando acontece isoladamente.

Mas o acúmulo dessas pequenas ausências produz um grande vazio.

Existe uma ilusão muito perigosa.

Pensamos que a intimidade é forte o suficiente para sobreviver sozinha.

Ela não é.

Assim como um jardim não continua florido sem cuidado, o casamento também não permanece saudável sem cultivo.

Todo relacionamento está sempre caminhando em uma de duas direções.

Ou está sendo cultivado. Ou está sendo abandonado. Não existe neutralidade.

Jesus termina Sua mensagem à igreja dizendo:

“Lembra-te… arrepende-te… e volta à prática das primeiras obras.”

Observe que a restauração não começa pelos sentimentos. Começa pelas atitudes.

Voltem.

Conversem.

Aproxime-se novamente.

Façam outra vez aquilo que deixaram de fazer.

Muitas pessoas esperam o sentimento voltar para então agir. Jesus ensina exatamente o contrário.

Aja.

E o coração encontrará o caminho de volta.

Talvez você esteja esperando sentir vontade de conversar. De sair juntos.

De orar.

De demonstrar carinho.

Mas talvez Deus esteja dizendo hoje:

“Comece pelas obras. O coração virá depois.” Porque o amor maduro não vive apenas de emoção. Ele vive de decisão.

É importante entender que intimidade não é um presente recebido no altar.

É um jardim.

E jardins nunca permanecem vivos porque foram plantados um dia.

Permanecem vivos porque alguém continua cuidando deles.

Talvez hoje Deus esteja caminhando pelo jardim do seu casamento e fazendo apenas uma pergunta:

“O que vocês deixaram de cultivar?”

A resposta para essa pergunta pode ser o início de uma restauração profunda.

Porque casamentos não voltam a florescer quando encontram uma fórmula nova.

Eles florescem quando voltam a cuidar daquilo que um dia deixaram de cuidar.

REFLEXÃO

A intimidade nunca é mantida pela lembrança do passado, mas pelas escolhas do presente. Todo casamento floresce na medida em que continua sendo cultivado.

PRINCÍPIO DO DIA

Aquilo que não cultivamos, inevitavelmente perderemos.

SINAIS DE ALERTA

Sinais de que a intimidade está sendo negligenciada

  • Faz tempo que não temos uma conversa profunda.
  • O celular recebe mais atenção do que o cônjuge.
  • Os elogios diminuíram.
  • O toque se tornou raro.
  • Já não oramos juntos.
  • A rotina ocupa todo o espaço do relacionamento.
  • Estamos vivendo juntos, mas quase nunca nos encontramos de verdade.

PERGUNTAS PARA CONVERSAR

  1. Qual pequena atitude deixamos de praticar que fazia muito bem ao nosso relacionamento?
  2. Quais “pequenas raposas” têm roubado nossa intimidade hoje?
  3. O que podemos começar a cultivar novamente ainda esta semana?

PRÁTICA DO DIA

O DESAFIO

Hoje vocês voltarão a fazer algo que marcou o início do relacionamento.

Pode ser:

  • Um jantar.
  • Uma caminhada.
  • Ouvir uma música.
  • Rever fotos.
  • Ler um texto um para o outro.
  • Orar de mãos dadas.

Escolham apenas uma dessas atitudes. Vivam esse momento sem celulares.

Sem interrupções. Sem pressa.

Ao final, cada um dirá ao outro:

“Quero voltar a cultivar aquilo que fez nosso amor florescer.”

EVITEM

  • Dizer que “não é mais como antes”.
  • Comparar fases da vida.
  • Colocar a culpa apenas no outro.
  • Esperar perfeição.

RESULTADO ESPERADO

Hoje vocês descobrirão que a restauração da intimidade começa quando pequenas atitudes voltam a ocupar espaço dentro do casamento.

ORAÇÃO

Senhor, muitas vezes não perdemos o amor; apenas deixamos de cultivá-lo. Perdoa-nos pelas distrações, pela rotina e pelas pequenas negligências que enfraqueceram nossa intimidade. Ensina-nos a voltar às primeiras obras, a priorizar novamente nosso relacionamento e a cuidar um do outro com intenção. Que o nosso casamento floresça porque escolhemos, todos os dias, investir tempo, atenção e amor na aliança que o Senhor nos confiou. Em nome de Jesus.

Amém.

PARA MEMORIZAR

“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.”

Apocalipse 2:4

DECLARAÇÃO DO DIA

Hoje escolhemos voltar a cultivar nossa intimidade. Não permitiremos que a rotina seja maior do que nossa aliança, nem que as pequenas negligências roubem aquilo que Deus deseja fazer florescer em nosso casamento.

CONSTRUINDO NOSSA INTIMIDADE

“Os grandes casamentos não são construídos por grandes momentos, mas por pequenos cuidados repetidos todos os dias.”

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